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poesia de cordel

alimento-me de ti
acalma-me, da-me esperança e paz
encontro-me em cada pedacinho teu, como se fosse um pedacinho de mim
perco-me sempre no tempo em que te abraço
talvez um dia, ainda sejamos um.

Interrogações.

Se alguém nos propõe ir até ao fim do mundo e se até queremos ir o que podemos fazer ?

Aceitar sem reservas e de olhos fechados.

Para que conste:
Até sei onde isso fica !! O tal fim do mundo. Patagónia - Sul do Mundo. Estou a ver...
Parque das Torres del Peine, glaciares Perito Moreno, Lago Grey, agulhas de Fitz Roy e Cerro Torre... o Ushuaia, navegar no canal Beagle !!!

Pelo caminho, um pulinho a Punta Arenas, e dois tangos em Buenos Aires !!!

Onde tenho a mochila ?

Sonhei com uma cidade.

Quando penso numa cidade ideal, penso por imagens. Assim uma cidade ideal teria sem duvida o sol de Lisboa, com rio e mar. Teria a diversidade de Londres, a vida de Nova York a alegria e a liberdade de San Francisco. Para ser mais que perfeita falta-lhe o romantismo de Praga e o charme de Paris, bem misturados com o orgulho de Barcelona. Não poderá faltar um cantinho de La Boca, um prolongamento sofisticado da Rua Junin da única Buenos Aires. Para terminar acrescento apenas o mar de Florianapolis e toda a costa de Santa Catarina. Para os amantes dos bosques, parques e lagos nada como a natureza de Spisska Nova Vés.....
Ah....e a cidade seria um jardim como a Madeira e o por do sol de Porto Alegre, sobre o Rio Guaíba.
Ok. Sonhar ainda não paga imposto. E não custa!

Só um sonho...

Subi as escadas quase a dormir. Nem sei como as subi, os pés conhecem o caminho tal como eu conheço a palma das mãos. Ela lá estava, a minha cama - alva, terna e doce.
abracei-me, cobri-me e fiquei. Julgo que fechei os olhos e o corpo perdeu-se!
enfim...senti frio ! Gelo ! Senti-me vazio. Abri um olho, olhei em volta e tudo estava no lugar, as calças, as camisas e os livros, voltei a voltar-me e já nada estava no lugar...faltavas tu ! sim tu...essa mesmo ! O frio vem da tua falta, não direi ausência, direi falta.
só porque não estás lá, fazes falta. Aprendi que a falta regela os sentidos e tolhe o corpo, o cérebro e até as entranhas. Só quando estás, sei o quanto é boa a tua presença. Passear por ti, percorrer os teus caminhos, ver os teus olhos e comer o teu sorriso !
Quando estás as noites não gelam, a lua não se esconde e as estrelas não caem. Também descobri que na tua ausência, as estrelas perdem a luz e vêm chorar na minha varanda. Ontem caiu uma e dei-a ao Babuc para brincar. Lá andou ele toda a noite de estrela na boca. Quando tu estás tudo é diferente, o calor invade o coração, a casa transforma-se num caleidoscópio amarelo-laranja-vermelho, os sonhos giram, correm, escorrem pelo corpo...as estrelas brilham e giram á nossa volta, a dona lua abre um sorriso e antes de ir, cumprimenta o Sr. sol que nos dá os bons dias....Ah ! E o Pipinho não deixa o dia entristecer, não deixa a noite morrer, nem deixa o sorriso cair, abre os braços e acolhe o Mundo, salta, corre, grita e chora...e no fim abre um sorriso doirado e os seus olhos dizem : "Só quero que me amem!"
sim, pode ser tudo um sonho...mas a tua ausência é gelo !

To you

Tenho sono

É verdade. Tenho sono, muito sono....depois de almoço e com este calor é no que dá!
Os fins de semana curam-me a alma, mas acabo com os olhos quase fechados. As vezes fecho-os e só vejo estrelas, luzes e flores, por isso tenho dias em que vivia bem de olhos bem fechados! Mas enfim...o dever chama-me e as voltas deste teclado não sai nada sem ser sono e saudades dos teus braços...uma coisa tenho a certeza:
Os minhas noites são bem melhores que os vossos dias !

Fresno

Enfiei a cabeça por fora da janela e respirei o ar puro e perfumado. Digo que este foi o momento mais bonito do dia. O louco era um guarda-freio, tal como o pai, que habitava em Fresno. Tinha perdido um dedo num estaleiro de Oakland, não sei bem como.
Saímos de Fresno pelo lado Sul da cidade pelos trilhos aridos do deserto. Bebi uma Coca-Cola numa mercearia poeirenta numa estação do South-Pacific, onde avistei um jovem melancólico arménio por entre o pó e os vagões vermelhos, então gritei para mim:
" Yes, yes, Sanoyan Town !!"