"Chega-se a ser grande por aquilo que se lê e não por aquilo que se escreve" JORGE LUIS BORGES
Assim que te quero
Ou é assim que eu te quero
Pela forma como te vestes
pela maneira como soletras o meu nome
Ai, aínda como arranjas o cabelo
Ou como a tua boca sorri
Agil, como a agua pura que corre
Sobre as pedras mais puras
É assim, e só assim que te quero
Mil e muitas formas de te querer
Nos dias doces que passam
Onde nada sei sobre a luz
Donde vem, nem para onde vai
Só quero que a luz me ilumine
Nem da noite quero explicações
Só a espero e só nela te envolvo
E assim...
Transformas-te
No meu pão e na minha luz
No meu alimento e no meu caminho
Sem sombras e sem dores
Chegaste á minha vida
Só com aquilo que trazias
E um pedaço de ti nos braços
Feita de luz, água e pão
E assim esperei
E assim te desejei
E só assim, simples, pura e terna que de ti preciso
E só assim que te amo
Amanhã vou dar ao Mundo
Uma folha da arvore do nosso amor
Que vai cair sobre a terra molhada
Donde há-de nascer a flor mais pura
Com a forma dos nossos lábios
Como um beijo caído
De alturas invencíveis
Donde há-de brotar ternura e fogo
Que tranforma
O nosso amor...
To someone...
Olhos
Estrelas incertas que em águas correntes ao mar vão beijar
Mais doces que a brisa, mais doce que o canto da noite que trova
Mais doce que a flauta que parte a solidão
Teus olhos castanhos, tão belos, tão puros de doce brilhar
São doces crianças, crianças gentis, engraçados que brincam a sorrir
São meigos infantes que brincam e saltam num jogo infantil
Inquietos, travessos - que causam tormento
Com beijos pagam a dor de um momento
Teus olhos castanhos, tão belos, tão puros de doce brilhar
As vezes brilham tranquilos, serenos, as vezes vulcão
Oh sim as vezes...derramam tão fraco, tão puro brilhar
A mim me parece que o mundo os falece
E os olhos tão meigos, que o choro humedece
Fazem-me chorar
Quer sejam saudades, quer sejam desejos
Eu amo os teus olhos que choram sem fim num pranto sem dor
Eu amo os teus olhos castanhos, tão belos, tão puros de doce brilhar
Teus olhos que expressam sem fim a doce harmonia
Que falam de amor com tanta alegria e tanto pudor
Eu amo esses olhos que falam de amor
Com tanta paixão.
S.
Lucky a minha
Há pessoas que quando ouvem isto se lembram de mim...fico sem reacção, completamente sem palavras, a pensar até se não será um sonho...fico estarrecido, com os olhos cheios de água e um sorriso que engole as orelhas. Só posso agradecer e aqui vai :
Ďakujem vám moja láska. Bez teba, čo má zmysel. Milujem ťa viac každý deňDo you hear me talking to you
Across the water across the deep blue ocean
Under the open sky oh my, baby I'm tryingBoy I hear you in my dreams
I feel you whisper across the sea
I keep you with me in my heart
You make it easier when life gets hardI'm lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again
OooohhhhoohhhhohhooohhooohhooohooohThey don't know how long it takes
Waiting for a love like this
Every time we say goodbye
I wish we had one more kiss
I wait for you I promise you, I willI'm lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again
I'm lucky we're in love every way
Lucky to have stayed where we have stayed
Lucky to be coming home somedayAnd so I'm sailing through the sea
To an island where we'll meet
You'll hear the music, fill the air
I put a flower in your hairAnd though the breeze is through the trees
Move so pretty you're all I see
As the world keeps spinning round
You hold me right here right nowI'm lucky I'm in love with my best friend
Ooohh ooooh oooh oooh ooh ooh ooh ooh
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again
I'm lucky we're in love every way
Lucky to have stayed where we have stayed
Lucky to be coming home someday
Ooooh ooooh oooh oooh ooh ooh ooh ooh
Por hoje ser hoje
Olhámo-nos um dia,
E cada um de nós sonhou que achara
O par que a alma e a cara lhe pedia.
- E cada um de nós sonhou que o achara...
E entre nós dois
Se deu, depois, o caso da maçã e da serpente,
... Se deu, e se dará continuamente:
Na palma da tua mão,
Me ofertaste, e eu mordi, o fruto do pecado.
- Meu nome é Adão...
E em que furor sagrado
Os nossos corpos nus e desejosos
Como serpentes brancas se enroscaram,
Tentando ser um só!
Ó beijos angustiados e raivosos
Que as nossas pobres bocas se atiraram
Sobre um leito de terra, cinza e pó!
Ó abraços que os braços apertaram,
Dedos que se misturaram!
Ó ânsia que sofreste, ó ânsia que sofri,
Sede que nada mata, ânsia sem fim!
- Tu de entrar em mim,
Eu de entrar em ti.
Assim toda te deste,
E assim todo me dei:
Sobre o teu longo corpo agonizante,
Meu inferno celeste,
Cem vezes morri, prostrado...
Cem vezes ressuscitei
Para uma dor mais vibrante
E um prazer mais torturado.
E enquanto as nossas bocas se esmagavam,
E as doces curvas do teu corpo se ajustavam
Às linhas fortes do meu,
Os nossos olhos muito perto, imensos,
No desespero desse abraço mudo,
Confessaram-se tudo!
... Enquanto nós pairávamos, suspensos
Entre a terra e o céu.
Assim as almas se entregaram,
Como os corpos se tinham entregado,
Assim duas metades se amoldaram
Ante as barbas, que tremeram,
Do velho Pai desprezado!
E assim Eva e Adão se conheceram:
Tu conheceste a força dos meus pulsos,
A miséria do meu ser,
Os recantos da minha humanidade,
A grandeza do meu amor cruel,
Os veios de oiro que o meu barro trouxe...
Eu, os teus nervos convulsos,
O teu poder,
A tua fragilidade
Os sinais da tua pele,
O gosto do teu sangue doce...
Depois...
Depois o quê, amor? Depois, mais nada,
- Que Jeová não sabe perdoar!
O Arcanjo entre nós dois abrira a longa espada...
Continuamos a ser dois,
E nunca nos pudemos penetrar!
Adão & Eva - José Régio
Z.
Matar o amor

A realidade não salva qualquer amor. Certo é que toda a gente já sofreu pequenas dores, que matam o amor. O amor é frágil, qualquer desatenção ou falta de carinho o abate.
O amor alimenta-se de pequenas coisas. De sonhos sonhados juntos, de doces palavrinhas e moles aconchegos, de sorrisos palermas e cumplices de olhares famintos e tremores no corpo.
O amor alimenta-se de liquidos.
São patinhas de borboletas que batem no coração, são orvalhos e penumbras que mostram e fortalecem o amor.
São minimas, miseras, ínfimas e invisíveis delicias que o mantêm.
Isto não combina, em nada, com a realidade.
Amar não é agarrar...
Mas há coisas que doem, magoam e muito. O que doí é não participar, não partilhar, não viver a vida toda. O que doi é só viver ás vezes, viver a meia-vida e a meio-tempo. O que dói são as barreiras e os muros invisíveis que vivem na nossa imaginação, o que dói é guardar a coragem é não poder fazer tudo aquilo que o coração manda....isto dói e muito.
E mata o amor !
Inocencia...
o paraiso numa flor selvagem
Seguro o infinito na palma da mão
E a eternidade numa hora
Pra ti
Jours de lenteur, jours de pluie,
Jours de miroirs brisés e d'aiguilles perdues,
Jours de paupières closes a l'horizon des mers,
D'heures toutes semblables, jours de captivité,
Mon esprit qui brillait encore sur les feuilles
E les fleurs, mon esprit est nu comme l'amour,
L'aurore qu'il oublie lui fait baisser la tête
Et contempler son corps obéissant et vain.
Pourtant, j'ai vu les plus beux yeaux du monde,
Dieux d'argent qui tenaient des saphirs dans
[ leurs mains,
De véritables dieux, des oiseaux dans la terre
E dans l'eau, je les ai vus.
Leus ailes sont les miennes, rien n'existe
Que leur vol qui secoue ma misère,
Leur vol d'étoile e de lumière
Leur vol de terre, leur vol de pierre
Sur les flots de leurs ailes,
Ma pensée soutenue par la vie e la mort.
Paul Eluard
Mil e muitas razões para gostar de ti...
Gosto pelo teu cheiro mesmo que seja só a champoo !
Gosto pela forma com te enroscas e da forma perfeita como cabes nos meus braços...
Humm !!...Os teus lábios doces, a forma da tua boca...os teus beijos capazes de transformar o mundo num local perfeito!
irritada és um mimo...zangada ficas linda e depois....a forma perfeita como procuras a minha mão !
As saudades que sinto de ti...a forma que tens de dizer: "estou com saudades!"
A maneira que as tuas lágrimas têm para me dizer que vale a pena mudar o mundo...
Sei lá...são tantas e nenhumas coisas!
Nunca voi conseguir explicar, mesmo porque não deve ter explicação !
A mortalidade do amor
morrem em camas de motéis, morrem sem beijos antes de adormecer, sem mãos dadas, sem olhares de compreensão e sem o gosto das lágrimas nos lábios.
Sim, morrem assassinados pelo tédio, a indiferença, o mal dizer e a traição ! E todos já matamos um amor de uma forma ou de outra. Uns fogem para debaixo da cama e choram, outros continuam especialistas no assunto e buscam as suas presas por aí...pior são os amores que clamam por um tiro de misericórdia de tão moribundos estarem !
Amores de mortos-vivos, aqueles que não admitiram que morreram, capazes de perdurarem anos á face da terra á custa de camas separadas, beijos burocráticos e sexo sem tesão. Alimentam-se das fraquezas do cérebro e acabam que nem laranjas chupadas...
Pois..eu quero os amores fénix...aqueles que lutam todos os dias pela sobrevivência, aqueles em que a paixão quase morre, aqueles de horas em frente á TV nas tardes de Domingo, das cuecas penduradas no duche, das lutas sem sentido...mas que ressuscitam ao fim de cada dia e perduram- teimosos, belos, cegos e intensos.
Mas destes dizem que há poucos e duvidam da sua existência. Há quem os julgue lendas, mas não quero acreditar nisso !
Hoje é o dia - IIIIX
Hoje é dia de festa...dia em que nasceu uma princesa
Como o tempo voa na nossa vida
Já errei como poucos....mas aprendi a ouvir o coração
Já morri....e ressuscitei
Descobri-te....e amei-te nas horas de dores
Já chorei a minha tristeza....por ti choro de alegria
Já me desfizeram sonhos....por ti apanho pedrinhas e construo o meu caminho
Já senti uma dor de sufocar o coração
Já me cortaram a respiração
O tempo passa
E por ti...nunca deixei de acreditar
Nunca desisti de ser feliz, nem de encontrar um grande amor
Assim entraste na minha vida...
E descobri que posso ser feliz assim...
Hoje...quero que sejas o meu presente e o meu futuro
Quero que sejas o meu amor
Que sejas o meu carinho
Zuzka, agradeço a Deus por fazeres parte do meu caminho
Fazes-me ver que a felicidade está no virar da esquina
Tu, tu e sempre tu
Obrigado por tudo
Parabens.
Conto Curto - A musica
Preciso de me lembrar desta frase para depois escrever.
- Olá - diz Gisela
- Olá, entra a casa é tua...
Ela entra e olha ao seu redor e diz:
- Sou a primeira...
- Não. Desde os 16 anos que eu...
- Anh !...
-Esquece lá isso...
- Bonita a tua casa...
- Desde que chegaste ficou um jardim..
- O quê?
- Nada...sim é bonito.
- Mmmm...
Que conversa, que diálogos, que musica, que loucura, perfeito, perfeito- pensou ele.
- Dá-me o teu casaco, a tua mala...diz ele.
Ela dá. Ele fica paralisado ao seu lado. Diz ela:
- Não vou tirar mais nada..
- Ah, ok !
Ele guarda os pertences de Gisela. Ela examina a sala de jantar. Na mesa está um balde com uma garrafa de champagne e duas flautes. Diz ela então:
- Disseste que ia haver uma festa ...
- Onde estiveres é uma festa...
- Mas disseste que vinha muita gente.
- Pois...
- E só vejo dois copos.
- Yop....
- O resto das pessoas?
- Quais ?
- As que faltam, dah !!!
- Mmmm. Bem, se eles chegarem...
- "Se" ? Quer dizer que eles podem não vir ?
- Podem-se ter esquecido...
- Esquecem-se de uma festa...?
- Ou...eu posso ter esquecido de os convidar...
- Tou a ver...ok, a festa somos os dois, certo ?
- Eu prefiro grupos pequenos. Tu não?
Perfeito. Pena não gravar esta classe. Gisela solta o cabelo, o seu vestido branco voa e sobressaem o seu belo metro e meio de pernas. Que pernas, que corpo, que boca, que mamas, que noite! Ele serve-lhe champagne, ela diz:
- Quero-te avisar duma coisa...
- Vá diz...sou os teus ouvidos...
- Esta noite sou a Cinderela...
- Porquê?
- Até á meia-noite sou uma senhora...
- E à meia-noite...
Ela franze o sobrolho põe um ar sobranceiro afasta-o com a mão e diz:
-À meia-noite vou embora...
- Ah...não te preocupes, se és a Cinderela eu sou o teu escravo, o teu servo, o teu cocheiro...
- Já vi tudo...serve-me mais champagne, escravo !!
Ele serve e pensa: " Quem dera que ela diga que as bolinhas do champagne fazem cocegas no nariz...."
- As bolinhas de champagne estão a fazer-me cocegas no nariz...
- Isso eu também faço e não sou champagne...
- Quê ?
- Cocegas no nariz...
- Não entendo
- Esquece, esquece...
Também não se pode acertar em todas, pensa ele. Pergunta então:
- Não queres conhecer a minha biblioteca?
- Quero.
- Anda e trás o copo...
- Hei...espera lá. Isso é o teu quarto !
- A minha biblioteca fica no quarto. Estás a ver os dois livros ao lado da cama..
- Então trás para aqui...
- A cama ?
- Não, os livros !!!
Ele pega-a pela cintura, passa-lhe as mãos nas costas, rodopiam e caem no sofá. Pega na garrafa de champagne e serve mais uma flaute...
- Estas a querer embebedar-me !! Quem diz é ele.
-Se já abriste o champagne...que vamos abrir á meia noite ? pergunta ela.
- Talvez...um botão, ou dois, ou três....
Pensa ele : tenho de me lembrar disto tudo. Tenho de escrever, isto vai ficar para a história.
Nisto ouve-se :
DLIN-DLON........... DLIN-DLON,........,DLIN-DLON....DLIN-DLON !!!
Ela tenta levantar-se rapidamente do sofá
- Está na hora....
- De quê ?
- De ir embora....meia-noite!
- Nah...daqui tu não sais, Cinderela....(isto tudo no sofá)
-Mas tu disseste que eras o meu escravo...
- Pois disse !
- Pois eu ordeno-te que me leves a casa.
- Não.
(Ainda no sofá....ele por cima dela)
-Porque não ? - diz ela tentando afasta-lo, ou não.
- Porque deu a meia noite e eu transformei-me num rato !
Meia-hora depois ela está nua debaixo dos lençois e ele sentado numa mesa do quarto a escrever.
- Então meu amor...não vens...estou a ficar com frio...vem aquecer-me, anda !!!
- Espera só mais cinco minutos. Tou a escrever aqui umas coisas. Quando disseste que o champagne fazia cocegas no nariz o que foi que eu respondi ?
-
Andando pelas nuvens...
Sabes que ficas linda quando acordas despenteada, quando mal abres os olhos...ui e quando andas de chinelos velhos ? Linda de morrer....e mais linda ainda de pijama velho russo as bolinhas e abotoado até ao pescoço.
As vezes tento imaginar o futuro sem ti e só vejo uma caixa preta sem luz.
Olha uma coisa, sou louco por ti e vou ser até ser velho, até o corpo doer...quero ver-te envelhecer, quero que saibas que penso que vais ser uma velhinha linda a quem eu vou pegar na mão.
Confesso-te : quero morrer primeiro que tu. Andar por este planeta sem ti é uma tortura.
Prometo que vou estar sempre atento a ti. As loucuras do dia-a-dia não me vão cegar para o melhor da vida : tu.
Amor puro
Ele não pede nada, tem tudo.
Ele não reinvidica, consegue
Não percebe, recebe.
Não pergunta, adivinha
Não exige presença, cresce na ausência
Existe, só e apenas para nos fazer felizes.
Por ser hoje.
Que me murmurou um pensamento
Que invadiu o meu espaço
Ali, senti no momento
Um doce e terno abraço
Como nas noites felizes
Em que caio nos teus braços
Obrigado S.
Na tua ausencia.
Esfreguei os olhos e tu não estavas. A presença da tua ausência transformou-se no meu dia-a-dia.
Ainda não percebi : será....a presença da tua ausência? Ou será algo como....a ausência da tua presença ? Talvez seja só saudade !
Lá fora as flores destilam perfume de vida, o sol aquece-nos o coração e o doce beijar do vento murmura a mais bela canção.
Sai a correr...tentei fugir da tua presença invisível que me arde na febre da ansiedade, corro ligeiro nas horas que queimam os meus pés até cair de fadiga. Assim fujo enquanto não estás.
Embriagado da tua ausência, o meu corpo pede paz...
Não consigo...tento com todas as minhas forças livrar-me desta dor, mas nada ! Tenho a espada da melancolia cravada no coração e a lembrança de que não estás...
Nesta altura rezo ! Porque o Deus todo poderoso em toda a sua misericórdia há-de livrar-me e mim mesmo.
A presença da tua ausência queima todas as minhas células, a ausência da tua presença faz-me explodir um coração lacerado e sofrido...
Quando a noite chegar, a bela noite que adensa o dia, vou chorar no seu manto negro e nessa hora vai-me mostrar a estrela mais brilhante da noite com o teu sorriso estampado e ele vai vencer todas as minhas sombras...
Então solitário e feliz, vou entender que o meu canto de dor foi ouvido e a alegria da tua presença vai acender-se no meu peito.
E nessa hora vou compreender que a escuridão não resiste á luz do teu amor e a minha alma vai encher-se de esperança.
E a voz do meu silêncio vai entoar uma melodia de paz, convidando-me a aceitar a tua ausência e a acreditar na força maior do amor e a entregar-me totalmente nos teus braços de esperança..
A ausencia, insisto !
Okay...sei que a tua ausência é muito importante. Sei que nesta altura, a tua partida é tão ou mais importante que a tua presença. Sei isso tudo.
Tenho é um coração traidor que se recusa a entender isso...
O que posso fazer ?
Nada....só tentar acalmar este coração desatinado, que teima em não entender a tua ausencia, que sofre só por não te ouvir, que chora quando não vê o teu sorriso, que grita por ti a todas as horas do dia...um coração que salta pela boca quando te vê, que acorda com o teu olhar...um coração demasiado grande para ficar sem ti, seja por que tempo for.... um coração que não cabe dentro de mim, meio destramelhado, meio alucinado que só descansa no aconchego do teu colo, ou na melodia das tuas doces palavras...
Eu entendo a tua ausencia. O meu coração não. Mas vou preparar-me para esses dias !
Para ti, hoje !
O medo, a insegurança, a saudade
Tudo se desfez quando abri as portas do coração...
Entraste...com os teus passos delicados...
E fechei as portas ao Mundo...
Rufaram batidas no coração
O sangue acelerou...
E...beijei-te nos olhos...sem oculos !!!
Num compasso demorado
Dei flores as emoções...
E vi os corpos nus, as almas nuas...
Tocas-me e seduzes-me...
Envolves-me no teu doce canto...
Sorriu ou enlouqueço...
Num destino desatino...
Desejo as tuas mãos...
Desejo morder a tua boca...
Comer a tua carne...
Escrever poemas na tua pele...
Olhos nos olhos, corpo com corpo...
Enfim...adormecer no teu colo
E viver deste sonho...
Escreveste saudades nas minhas entranhas...
Semeaste a minha vida de flores coloridas..
Guardo no coração o teu sorriso...
Acordo no teu regaço
E sigo a felicidade...que vem de ti !
To you
Palavra
Como traduzir o silêncio dos teus olhos no primeiro dia em que te vi?
Impossivel.
Nesse dia olhei-te fixamente por instantes.
Aqui guardo o meu segredo, ao qual apelido de estado agudo de felicidade.
