Os dias corriam quentes no Sul.
Gostava do trabalho na UFRGS e tinha esperança de ser transferidos para os Laboratórios de Fisica, onde verdadeiramente se sentia em casa...
Mas já vivia ao ritmo local...passear na Farroupilha ou no Marinha Brasil onde ao longo dos seus quase 11 hectares de terreno conviviam ternamente bosques, árvores exóticas e muita relva...
Também já se tinha habituado ao ritual das compras na Rua da Praia que de praia não tem nada, no Praia de Belas e no Ipiranga lá para os lados do Jardim Botânico...
Mas tinha uma imagem guardada: "Duas crianças felizes que saltavam e pulavam alegremente no Jardim"...
Não podia deixar de pensar: " Que mãe tão linda para fazer isto...!!!". As mães são realmente a melhor coisa que os filhos inventaram. Nestas alturas pensava na ternura de sua mãe e no aconchego por ela devotado...ficava triste.
Mas o desassossego apoderava-se. "Porque raio, parar para ver duas crianças felizes" e qual a razão por adormecer a pensar numa mãe que não conhecia...
Mas imaginava-a de sorriso rasgado, olhar ternurento, colo aconchegante e lábios doces...
Isto causava-lhe uma melosa inquietação...boa angustia. havia de conhecer aquela mãe e voltar para o seu Mundo. Só saber quem era. Nada mais...
Sem comentários:
Enviar um comentário