Se não estivesse fora de moda, eu até falava sobre o amor....não o amor "fast-love" consumido como "fast-food". Não, falava antes do amor careta...aquele amor bom e sincero, olhos nos olhos, coração a tremer, falava daquele amor com medo de perder tudo...daquelas horas que só quem já amou ou ama sabe como pesam. Aquela vontade de repartir, partilhar e doar sem qualquer sentimento de posse...
Não, este não é o amor do Sec XXI...não espero ser entendido.
Também se não estivesse fora de moda eu até podia falar de sinceridade. Ou daquela coisa antiquada que se chama fidelidade....respeito mutuo....sabem o que é? Pois o pateta sou eu que ainda ando fora de moda. Aquela sensação que embebeda mais que qualquer whisky; que é ter; numa só pessoa a soma de tudo aquilo que procuramos num mundo de outras.
Admiração pelas virtudes, aceitar de braços abertos e sorriso de engolir as orelhas os defeitos, mas acima de tudo o respeito pela individualidade de cada um (socorro...alguem me vai internar por ser tão demodé)...
Tambem podia falar sabre a familia....(piorou de vez!!!!).....sim a familia, qual é o problema?
Essa instituição tão mal-tratada nos nossos dias e que sofre continuamente violentas agressões. Pai, mãe, irmãos, irmãs, avós....há algum bem maior que a presença dos nossos de quem nos protege e pelos quais damos a vida para proteger. O nosso canto de paz, o acanchego dos braços de quem se ama, o descanso e a renovação de energias...
Também podia falar de felicidade, se não estivesse fora de moda e não tivesse sido substituida por modismos civilizacionais.
Bem eu por mim, procuro viver fora de moda, assim mesmo pro atrasado, bem careta mesmo...
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