Há pessoas-estrelas e pessoas cometas.
Os cometas passam voltam a passar. Apenas são lembrados pelo efémero tempo em que passam e retornam. As estrelas permanecem, os cometas desaparecem.
Há muita gente cometa. Gente que passa pela nossa vida e apenas por um breve instante. Gente que não prende ninguém e a quem ninguém se prende. Gente sem presença, gente que disfarça bem o vácuo da sua existência. Assim, são aqueles que conseguem viver anos de relacionamentos reais ou não, mas que nunca estão, nunca ficam, sempre passam !
Eu gostava de ser estrela. Permanecer. Estar presente. Marcar presença. Estar junto. Ser calor ou vida. Amigos e amantes querem-se estrelas. O que importa é ficar e ficar-mos no coração. Um coração não pode enamorar-se por cometas que apenas aparecem e desaparecem !
Ser cometa, não é se quer ser amigo. É ser companheiro ou amante por instantes. É explorar os sentimentos e as fraquezas do próximo. A solidão resulta de uma vida de cometa. A solidão é o resultado de não poder contar com alguém. Ninguém fica, todos passam. A gente também passa pelos outros e no fim resta o vazio...
Era bom criar um mundo de estrelas. Todos os dias poder ver e sentir uma estrela. Todos os dias ser tocado pela força e luz de um ser estrela. Assim são as estrelas da nossa vida.
Podemos sempre contar com elas. São presença, são coragem nos momentos dificeis, são luz nas horas de escuridão, são segurança nos momentos de desânimo...
Mas ser estrela num universo tão fugaz a rebentar de sentimentos mal colados, consumidos como fast-food na espreita duma fast-fuck é um enorme desafio, mas acima de tudo uma recompensa sem tamanho.
É nascer e viver e não apenas existir !
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