Eu como Simone de Beauvoir

Acordo e levanto o cotovelo, olho...
é a casa sempre lá, as tílias que crescem, o berço onde a criança dorme. É um dia como outro qualquer e na sua aparência o céu lá está sempre azul...
Mas sinto que tudo continua um deserto. Tudo continua igual. Tudo se tornou num silêncio ensurdecedor.
O mundo que fora vasto, único, inesgotável, capaz de se comer num abraço sem fim, agora quando olho, o mundo não é mais que um lugar de exílio...

O meu exílio é aqui.

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