Tenho a certeza de que todos os dias morre um amor. As vezes de forma lenta, indolor, após anos de rotina. Outras vezes, de forma melodramática, de forma rápida, mortal e eficaz...
morrem em camas de motéis, morrem sem beijos antes de adormecer, sem mãos dadas, sem olhares de compreensão e sem o gosto das lágrimas nos lábios.
Sim, morrem assassinados pelo tédio, a indiferença, o mal dizer e a traição ! E todos já matamos um amor de uma forma ou de outra. Uns fogem para debaixo da cama e choram, outros continuam especialistas no assunto e buscam as suas presas por aí...pior são os amores que clamam por um tiro de misericórdia de tão moribundos estarem !
Amores de mortos-vivos, aqueles que não admitiram que morreram, capazes de perdurarem anos á face da terra á custa de camas separadas, beijos burocráticos e sexo sem tesão. Alimentam-se das fraquezas do cérebro e acabam que nem laranjas chupadas...
Pois..eu quero os amores fénix...aqueles que lutam todos os dias pela sobrevivência, aqueles em que a paixão quase morre, aqueles de horas em frente á TV nas tardes de Domingo, das cuecas penduradas no duche, das lutas sem sentido...mas que ressuscitam ao fim de cada dia e perduram- teimosos, belos, cegos e intensos.
Mas destes dizem que há poucos e duvidam da sua existência. Há quem os julgue lendas, mas não quero acreditar nisso !
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