
A realidade não salva qualquer amor. Certo é que toda a gente já sofreu pequenas dores, que matam o amor. O amor é frágil, qualquer desatenção ou falta de carinho o abate.
O amor alimenta-se de pequenas coisas. De sonhos sonhados juntos, de doces palavrinhas e moles aconchegos, de sorrisos palermas e cumplices de olhares famintos e tremores no corpo.
O amor alimenta-se de liquidos.
São patinhas de borboletas que batem no coração, são orvalhos e penumbras que mostram e fortalecem o amor.
São minimas, miseras, ínfimas e invisíveis delicias que o mantêm.
Isto não combina, em nada, com a realidade.
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