Elogio das putas tristes

Gosto dos venenos mais suaves
Das drogas mais doces
e das loucuras mais puras...

Gosto das galdérias que passam
Do olhar das putas tristes
Da lascívia dos homens que as consomem...

Gosto da noite que as devora
Dos neons
Da liga reles depemdurada
Do vermelho desbotado
Dos olhos esgaziados
Dos corpos secos
Queimados
Acabados...

Das horas mal terminadas
de gritos mudos
de gemidos abafados
Dos fins mal acabados
Em escuras retretes
de reles bordeis

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