Olhos

Teus olhos castanhos, tão belos, tão puros de vivo brilhar
Estrelas incertas que em águas correntes ao mar vão beijar
Mais doces que a brisa, mais doce que o canto da noite que trova
Mais doce que a flauta que parte a solidão

Teus olhos castanhos, tão belos, tão puros de doce brilhar
São doces crianças, crianças gentis, engraçados que brincam a sorrir
São meigos infantes que brincam e saltam num jogo infantil
Inquietos, travessos - que causam tormento
Com beijos pagam a dor de um momento

Teus olhos castanhos, tão belos, tão puros de doce brilhar
As vezes brilham tranquilos, serenos, as vezes vulcão
Oh sim as vezes...derramam tão fraco, tão puro brilhar
A mim me parece que o mundo os falece
E os olhos tão meigos, que o choro humedece
Fazem-me chorar

Quer sejam saudades, quer sejam desejos
Eu amo os teus olhos que choram sem fim num pranto sem dor
Eu amo os teus olhos castanhos, tão belos, tão puros de doce brilhar
Teus olhos que expressam sem fim a doce harmonia
Que falam de amor com tanta alegria e tanto pudor
Eu amo esses olhos que falam de amor
Com tanta paixão.

S.

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