Encostada na ombreira da porta da varanda pareces uma Deusa, daquelas dos contos de fadas. É então que me sinto pequenino por te admirar. O cabelo que te tomba pelos ombros, a perna que se flecte, a forma como saboreias o cigarro, o olhar perdido nas luzes da cidade, nem imaginas o quanto me fascinas ! Depois olho-te, vejo o teu doce olhar, a mel que escorre nos teus olhos. Olhos vivos, por vezes tristes, cansados, torturados pelas histórias da tua vida, mas sempre doces, sempre ternos. A seguir pego-te na mão, afago o teu rosto e dou-te um beijo de vida onde guardo tudo o que sinto por ti. Aí voltas a sorrir, sussurro o teu nome e digo-te :
" Tu és o meu amor..."
As vezes chega. Nem preciso de te saborear, só preciso de saber que existes e que fazes parte de mim, até quando me acordas e me fazes cair na realidade.
Sabes, tu és o meu amor e vais ser sempre ! Até ser-mos velhos ; quero ser velho e continuar a pegar-te na mão, a escrever-te, a admirar-te ! Quero que sejas eterna, uma luz sem fim que ilumina os meus dias...já te disse e repito - quero morrer primeiro que tu ! A vida sem ti é uma morte lenta, uma agonia, uma caixa preta sem luz, um mundo sem cor !!
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