"Existe um facto, ou se desejarem, uma lei, que governa todos os fenómenos naturais conhecidos até à data. Não existe nenhuma excepção a esta lei - é exacta, tanto quanto sabemos. A lei chama-se Conservação da Energia.
Diz que existe uma certa quantidade, a que chamamos energia, que não muda com as alterações ao espaço que a natureza realiza.”
(Richard Feynman, 1963 )
Podemos afirmar:
A energia conserva-se num sistema isolado.
Significa que, se calcular-mos a energia total de um sistema em determinado instante e depois de alguma alteração ou transformação voltar-mos a calcular o valor da energia, ele não se altera.
Se tal acontecer o sistema deixou de ser isolado.
Comparando, um bispo num jogo de xadres que esteja numa casa preta, por mais voltas que dê, ele manter-se-a sempre, numa casa preta.
Podemos em termos matemáticos equacionar o que foi descrito, numa igualdade entre as energias iniciais e as energia finais. As trocas com o exterior podem ser representadas como uma soma ou subtracção, um ganho ou uma perda dessa energia.
Nos sistemas reais, existe sempre, embora muitas vezes desprezada uma conversão irreversível de algum tipo de energia que podemos chamar de dissipação de energia. Sistemas onde isto acontece, chamam-se sistemas não conservativos. De certa maneira, a energia conserva-se sempre, mas uma das suas quantidades é de calculo muito dificil, pelo que pode ser considerada uma perda.
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