
Nesse Verão querias ir para algum lado, então planeamos uma viajem para as montanhas, onde costumava-mos ir quando éramos mais novos. Tu lembravas-te dos anos e até dos meses em que lá tinhas estado, eu apenas tinha a recordação de lá ter estado enquanto miúdo.
Olha, uma flor de alecrim, disseste. Olhei pela janela, sentia o ar da noite e ao acaso, colocava a mão nas tuas costas. Estávamos tão bêbados, os dois. Não usavas nada sob a saia, apenas uma liga, pegaste na minha mão e colocaste no teu ventre.Perguntei o que costumavas fazer na montanha. Olhei para a água que escorria durante toda a noite, enquanto me dizias que os teus pais costumavam fazer churrasco. Comiam costeletas e convidavam estranhos para jantar. Tu achavas aquilo horrível. Ainda assim, foi entre pratos e churrascos que te apaixonaste pela primeira vez.
Duvido, disse eu.
Sim apaixonei-me aqui, disseste.
Talvez estejamos juntos há cinco mil anos, disse.
Há cinco mil anos atrás estava na Dinamarca, respondeste.
Continuei. É verdade. E metade de mim estava em África…
A fazer o quê?
A trabalhar a terra, acho eu. É o que toda a gente faz, em todos os locais…
De certeza que nunca estivemos juntos noutro momento…
Não sei….sei que quero estar junto agora…e tu tentavas não me olhar, e ias balbuciando coisas como cinco milhões, cinco milhões, cinco milhões….para terminares aquela conversa disseste:
Há cinco milhões de anos atrás não havia pessoas.
Adormeceste no peito e assim ficaste.
Lembro-me de me contares essa noite, disseste que não conseguias dormir ao ouvir os zumbidos da noite. Que o calor do meu rosto poderia ter mantido o mundo quente por uns dias. Que querias saber como era ter o meu calor, o calor do meu peito, o calor do meu rosto…disseste que mal conseguias tocar-me…
A propósito de nada tinha dito que te amava. Talvez isso te interessasse…
Olha, uma flor de alecrim, disseste. Olhei pela janela, sentia o ar da noite e ao acaso, colocava a mão nas tuas costas. Estávamos tão bêbados, os dois. Não usavas nada sob a saia, apenas uma liga, pegaste na minha mão e colocaste no teu ventre.Perguntei o que costumavas fazer na montanha. Olhei para a água que escorria durante toda a noite, enquanto me dizias que os teus pais costumavam fazer churrasco. Comiam costeletas e convidavam estranhos para jantar. Tu achavas aquilo horrível. Ainda assim, foi entre pratos e churrascos que te apaixonaste pela primeira vez.
Duvido, disse eu.
Sim apaixonei-me aqui, disseste.
Talvez estejamos juntos há cinco mil anos, disse.
Há cinco mil anos atrás estava na Dinamarca, respondeste.
Continuei. É verdade. E metade de mim estava em África…
A fazer o quê?
A trabalhar a terra, acho eu. É o que toda a gente faz, em todos os locais…
De certeza que nunca estivemos juntos noutro momento…
Não sei….sei que quero estar junto agora…e tu tentavas não me olhar, e ias balbuciando coisas como cinco milhões, cinco milhões, cinco milhões….para terminares aquela conversa disseste:
Há cinco milhões de anos atrás não havia pessoas.
Adormeceste no peito e assim ficaste.
Lembro-me de me contares essa noite, disseste que não conseguias dormir ao ouvir os zumbidos da noite. Que o calor do meu rosto poderia ter mantido o mundo quente por uns dias. Que querias saber como era ter o meu calor, o calor do meu peito, o calor do meu rosto…disseste que mal conseguias tocar-me…
A propósito de nada tinha dito que te amava. Talvez isso te interessasse…
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