
Em teoria, a nossa história não ia ser nada de grave. Nunca imaginamos casar ou algo do género, tu concordaste e eu disse que entendia. Então decidimos que nada seria doloroso
Lembro-me da quinta vez que nos encontramos e usaste um vestido todo preto e sandálias mexicanas.
Eu disse que para me chamares quando quisesses, mas tu nem sempre me chamavas. Tu sempre decidiste quando e como. Se eu deixasse isso para mim, eu queria-te todos os dias.
Sempre foste honesta, que é mais do que eu posso dizer de algumas pessoas. Pouco ligavas, mesmo se eu precisasse. Ficava ocupado com os meus trabalhos no Lab e tu por lá ficavas. Mas ao fim de semana era impossível ficar sem ti. Conseguia-mos conversar até o silêncio falar por nós. No final abraçava-te e dormia-mos embrulhados.Eu sempre disse que sim, e por muitas vezes me tentei convencer que seria apenas sexo e tu sabes disso. No entanto, sempre foste um templo sagrado onde depositava todos os meus restos.
Voltamos a Praga novamente. Lembras-te? Quando a luta parecia estender-se até ao infinito, e sempre acabava na cama, como se isso fosse mudar alguma coisa.
Em alguns meses estarias enamorada, talvez apenas pela minha pele escura, A primeira vez que te vi apanhaste o autocarro que eu sabia que não tinhas de apanhar. Quando me perguntavam quem era o meu amor, eu nem respondia só pelo medo de dizer o teu nome.
Sonhei uma viagem em que me sentava na beira de um lago. Olhava e via a agua que escorria laboriosamente, vi que esfregavas os braços e o fino pescoço. Estávamos de ressaca e não me querias molhar. A cura pela água, tu mesmo dizias.
Usavas um biquíni e uma t-shirt, uma névoa turva na superfície da água ligava as arvores. Entraste até a água chegar pela cintura e paraste. Eu olhei para ti e para mim., Era amor, não era? Naquela noite, vieste para a minha cama, e quando eu tentei beijar os teus mamilos atravessaste o teu braço no meu peito. Espera disseste.Deixaste a água a escorrer da tua boca e estava frio. Ouvi a tua respiração, a tua leveza, ouvi o som da água. E então eu senti a agua no meu rosto, virilha e costas. Sussurraste o meu nome e adormeceste num abraço, e lembro-me como na manhã seguinte não eras tu que dormias, e não havia nada que pudesse provar o contrário.
Lembro-me da quinta vez que nos encontramos e usaste um vestido todo preto e sandálias mexicanas.
Eu disse que para me chamares quando quisesses, mas tu nem sempre me chamavas. Tu sempre decidiste quando e como. Se eu deixasse isso para mim, eu queria-te todos os dias.
Sempre foste honesta, que é mais do que eu posso dizer de algumas pessoas. Pouco ligavas, mesmo se eu precisasse. Ficava ocupado com os meus trabalhos no Lab e tu por lá ficavas. Mas ao fim de semana era impossível ficar sem ti. Conseguia-mos conversar até o silêncio falar por nós. No final abraçava-te e dormia-mos embrulhados.Eu sempre disse que sim, e por muitas vezes me tentei convencer que seria apenas sexo e tu sabes disso. No entanto, sempre foste um templo sagrado onde depositava todos os meus restos.
Voltamos a Praga novamente. Lembras-te? Quando a luta parecia estender-se até ao infinito, e sempre acabava na cama, como se isso fosse mudar alguma coisa.
Em alguns meses estarias enamorada, talvez apenas pela minha pele escura, A primeira vez que te vi apanhaste o autocarro que eu sabia que não tinhas de apanhar. Quando me perguntavam quem era o meu amor, eu nem respondia só pelo medo de dizer o teu nome.
Sonhei uma viagem em que me sentava na beira de um lago. Olhava e via a agua que escorria laboriosamente, vi que esfregavas os braços e o fino pescoço. Estávamos de ressaca e não me querias molhar. A cura pela água, tu mesmo dizias.
Usavas um biquíni e uma t-shirt, uma névoa turva na superfície da água ligava as arvores. Entraste até a água chegar pela cintura e paraste. Eu olhei para ti e para mim., Era amor, não era? Naquela noite, vieste para a minha cama, e quando eu tentei beijar os teus mamilos atravessaste o teu braço no meu peito. Espera disseste.Deixaste a água a escorrer da tua boca e estava frio. Ouvi a tua respiração, a tua leveza, ouvi o som da água. E então eu senti a agua no meu rosto, virilha e costas. Sussurraste o meu nome e adormeceste num abraço, e lembro-me como na manhã seguinte não eras tu que dormias, e não havia nada que pudesse provar o contrário.
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