Reflectiste os teus lábios nos meus, ou melhor, colocaste na minha pele a densidade dos teus lábios… como o teu beijo era suave e doce como framboesas. Esta memória do toque ficou em mim durante o dia e embora eu, não pensasse nisso foi-se espalhando pelo meu sangue e tomando toda a minha energia. Pensei por um instante, que a pressão dos teus lábios nos meus lábios, tivesse desencadeado alguma reacção do tipo psicotrópica como fonte de prazer. Explicação bem mais convincente que a tradicional e imediata que os meus pensamentos atribuíram as secreções da minha alegria. Na verdade, só me lembro do prazer, um prazer sem identidade ou nome especifico, que quando identificado, foi chamado de amor.

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