Entro na noite e cedo aos quimicos que me embarcam no sono que me leva ao começo do dia
as agencias de noticias falam de doenças, cores e coisas pequenas, as mesmas
que nos anunciaram que todos os grandes livros estavam por escrever.
São as nossas grandes conversas sobre poetas e palavras
porque são velhos, porque estão mortos
porque têm altas qualidades que outrora ninguem reparara...
Mas jantamos muito bem e bebemos um vinho muito bom
para o preço que fizeram mudar o teor das tuas criticas, fizeste mal isto,
e isto e ainda mais isto, e alem disso mentiste e mentes todos os dias
e não é verdade que nietzche tenha dito uma coisa daquelas. Baixo a cabeça, como quando
me obrigavam a baixar para apanhar um caldo, o boné voava e os matulões riam-se como hienas.
Desculpa, mas não sei ser melhor.
Até religião me puseste a estudar, os vales e as montanhas, os ventos e as marés,
os limites do pensamento e os limites do desassossego amoroso. Sempre com um chicote,
sempre com uma raiva que parecia nascer todos os dias
Era como um choque, uma flor em fogo que me enfeitiçava
e me fazia beber o veneno que todos os dias me adormecia.
Sem comentários:
Enviar um comentário