Inquietude na alegria da noite...

Chego perto do fim e mim e doi-me o corpo cansado, ferido de sono pela alegria da noite. Tudo acontece, as imagens correm ocas, pressinto as nuvens que passam sobre a cidade e os barcos, sinto os avisos do som do eco que se aproxima.
A cabeço gira inquieta e toca a luz que se cruza com todas as outras luzes. Toco-me na ponta dos dedos e apago todas as memorias que me inquietam antes de adormecer, ou não, ou canto para adormecer. Dizem que tudo nasce da agua que se reflecte na paisagem do tecto e me refresca o sangue que me corre pelas veias e artérias do meu corpo. Calo-me e alegro-me por me sentir a tocar o ceu. O que tu sentes está tão a vista que se estende pelos espaços das casas, pelas ruas,  pelos montes e vales da cidade, hoje a manhã recuperou a luz que só havia no traço das palavras.

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