Livros + eu + Einstein


Penguins o4 - Anarchy by Douglas Coupland
Einstein disse que existiam dois elementos infinitos: o universo era um deles , a outra, a estupidez humana. Acrescentou aínda que, às vezes, só a primeira afirmação lhe levantou algumas duvidas.
O sucesso dessa alegada declaração, que tem sobrevivido por tanto tempo como verdade ou lenda, deve ser atribuída à experiência de observar alguém a desqualificar o vizinho ou vizinhos, um ser humano específico ou a humanidade em geral.

Quem ler esta frase, não estará certamente incluído no grupo dos tolos, ou inserido delicadamente, pois encontra-se numa posição de “descoberta” da sentença, estará para além da multidão. Einstein não pode ser incluído no rebanho daqueles que lhes dá para chamar estúpido ou idiota a outrem, suponho que qualquer mente capaz consegue perceber a ironia da expressão.
Este interesse protege e cria um olhar privilegiado, aos que não participam no segredo dos livros. O leitores crescem e ficam armados. O livro inteligente melhora a qualidade de quem fala e o seu silêncio procura dar uma nova voz para o seu leitor sem dúvida, que Einstein o proclama com nitidez. Autor e leitor são adicionados como um poder subterrâneo que favorece a intimidade da leitura. Esta é certamente uma fantasia, mas poucos conseguem proporcionar esse incentivo para o espírito. Por isso é dito, exagerando os livros nos salvam e nos tornam livres, o poder de sermos abençoados por lendas antigas com algumas verdades.

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