Confesso que gosto dos programas de meterologia. Não há país onde vá que não faça zapping para ver o estado do tempo. Há de tudo; os sumptuosos e os miseráveis. Normalmente, prefiro os miseráveis onde se fala de pandas bébés, neve, orvalho e até escaravelhos. Normalmente apresentados por uma sirigaita com ar apalhaçado e inteligencia de uma rolha de cortiça, a debitar boçalidades do tipo "eu-amo-a-natureza".
Bem, todos sabemos que a natureza é uma mulher que morreu no Sec. XVIII e parece que este conceito não passa de um placebo para o mal de estar-mos sozinhos no cosmos. Só suplantado pela Imaculada Virgem Maria.
Nestes programas, insistesse e insistesse no fact do homem estar a destruir a natureza, como se fossem duas ordens diferentes, por um lado a natureza humana, do outro todas as outras naturezas. Assim, diz-se que os humanos estão aquecer o planeta em lume brando e a destruir os ecossistemas, entretanto cozinhados.
Bem, é verdade que o clima anda alterado, que o ambiente anda nojento (basta ir a São Bento), também é verdade que de vez em quando aparecem carangueijos no rio Trancão, as vacas Belgas estão em extinção(os dinossauros também morreram por causa do clima). Isto é verdade e muito mais : os rios apodrecem, o mar é um esgoto e a cidade de Lisboa aqui há tempos andava enfeitada com uns penduricalhos vindos directamente da Somália. Com isto é uma benção ter nascido alentejano.
É verdade, todos estes desastres são causados pela natureza, se entender os seres humanos como uma invenção da evolução - no fundo somos todos macaquinhos. A não ser que Deus tenha criado o cosmos e logo no segundo a seguir toda a especie humana, aliás como afirma Roma há já tantos séculos.
Se a natureza comete suicidio (o que me parece provável), é favor não nos culpar a nós, logo nós e pobres de nós.
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